maquininha de cartão com notinhas em branco saindo dela, fundo laranja

O que separa empresas que vendem de empresas que improvisam

Por

Anthony Dias

19 de fev. de 2026

O que separa empresas que vendem de empresas que improvisam

Por

Anthony Dias

19 de fev. de 2026

maquininha de cartão com notinhas em branco saindo dela, fundo laranja
maquininha de cartão com notinhas em branco saindo dela, fundo laranja

Muitas empresas ainda tratam vendas B2B como um esforço pontual, quase emergencial. Quando o faturamento aperta, pressionam o time comercial. Quando um grande cliente sai, correm atrás de novos contatos. O problema é que prospecção corporativa não funciona na base do susto. Empresas que crescem de forma consistente tratam o comercial como sistema, não como talento individual.

Prospecção não é reação é estratégia contínua

Um dos erros mais comuns no mercado B2B é enxergar prospecção como atividade tática. Perdi um cliente? Prospecta. A meta caiu? Prospecta. Essa mentalidade cria ciclos de ansiedade e improviso.

Empresas mais maduras entendem que prospecção é expansão de mercado permanente. Ela serve para testar ofertas, validar segmentos e ampliar presença, mesmo quando o caixa está saudável. Segundo a consultoria Gartner, organizações B2B de alta performance mantêm rotinas estruturadas de geração ativa de oportunidades independentemente do momento econômico. Isso cria previsibilidade e reduz dependência de poucos contratos.

Os erros que travam as vendas nas empresas

Stavros Frangoulidis aborda no episódio os equívocos mais comuns que impedem o crescimento comercial das organizações. Ele alerta para o perigo de acreditar que um vendedor talentoso substitui um método estruturado, além da confusão recorrente entre marketing institucional e geração ativa de demanda. O especialista também critica a falta de indicadores precisos e lideranças que atuam no operacional em vez de empoderar suas equipes, criando gargalos que comprometem a previsibilidade de receita.

Método supera talento individual

Outro equívoco recorrente é acreditar que contratar um “vendedor estrela” resolve o problema comercial. Sem processo, indicadores e cadência, até profissionais experientes se perdem.

O conceito de máquina comercial previsível parte da ideia de que vendas precisam ser estruturadas em etapas claras: geração de oportunidades, qualificação, proposta e conversão. A separação entre quem abre portas e quem fecha negócios aumentou nos últimos anos exatamente para dar foco e escala.

Estudos da Wharton School mostram que empresas com processos comerciais bem definidos apresentam maior taxa de conversão e menor volatilidade de receita. Disciplina supera improviso.

Tecnologia ajuda mas não substitui estratégia

Inteligência artificial, automações e bases de dados tornaram a prospecção mais eficiente. Hoje é possível segmentar melhor, identificar perfis ideais e personalizar abordagens com maior precisão.

Mas há um ponto importante: tecnologia virou commodity. Se todos têm acesso às mesmas ferramentas, o diferencial passa a ser estratégia de oferta e clareza de público. Mensagens genéricas e abordagens copiadas não geram resultado sustentável.

Segundo a McKinsey, empresas que combinam dados com clareza estratégica têm até 20% mais eficiência comercial. A ferramenta potencializa, mas não corrige ausência de posicionamento.

Marca fortalece mas não substitui ação

Construir autoridade ajuda a reduzir objeções e acelerar conversões. Porém, esperar que a marca faça todo o trabalho é um erro. Mesmo empresas consolidadas precisam abordar o mercado ativamente.

Autoridade abre portas. Prospecção constrói pipeline. As duas frentes se complementam. Negócios jovens, inclusive, aprendem mais rápido quando vão para o mercado cedo, conversam com decisores e ajustam oferta com base em feedback real.

A Sloan School of Management, do MIT, aponta que ciclos curtos de validação com o mercado aumentam a probabilidade de crescimento sustentável. Conversar gera inteligência.

Leia também:

Por que os salários no Brasil continuam tão diferentes entre regiões

O CEP ainda define quanto você ganha no Brasil

Indicadores são a base da previsibilidade

Medir apenas faturamento e propostas enviadas é insuficiente. Empresas comerciais maduras acompanham indicadores de atividade: novos contatos realizados, reuniões com decisores, taxa de conversão por etapa, ticket médio e tempo de ciclo de venda.

Sem esse acompanhamento, não há gestão. E sem gestão, não há escala. A previsibilidade nasce da repetição disciplinada do processo e da leitura constante dos dados.

A pergunta que define o próximo passo

Se a sua empresa depende de dois ou três grandes clientes, se o comercial trabalha por indicação ou se cada vendedor atua de forma diferente, há um sinal claro: o processo ainda não está estruturado.

Empresas que tratam vendas como sistema constroem estabilidade. As que tratam como improviso vivem ciclos de euforia e crise.

No B2B, crescer não é sobre falar bonito. É sobre método, constância e foco estratégico. Quem entende isso transforma prospecção em ativo permanente e receita em consequência previsível.

Portal Administradores Negócios Digitais Ltda - 08.913.843/0001-90 | ©️ 2000 - 2025

Portal Administradores Negócios Digitais Ltda - 08.913.843/0001-90 | ©️ 2000 - 2025