blocos de madeira com letras formando a frase "BE THE CHANGE"

A segunda carreira do empresário que pensa grande

Por

Anthony Dias

13 de fev. de 2026

A segunda carreira do empresário que pensa grande

Por

Anthony Dias

13 de fev. de 2026

blocos de madeira com letras formando a frase "BE THE CHANGE"
blocos de madeira com letras formando a frase "BE THE CHANGE"

Todo empresário começa mergulhado na operação. Decide, executa, corrige rota e constrói resultado na prática. Mas existe uma segunda fase da liderança que poucos conseguem alcançar com maturidade: a passagem de operador central para investidor estratégico e construtor de sistemas. Essa virada não é sobre abandonar o negócio, mas sobre ampliar visão, preparar sucessão, estruturar governança e fortalecer relações que sustentem crescimento mesmo quando o fundador deixa de estar no centro das decisões.

O momento em que a execução deixa de ser suficiente

A execução é indispensável na fase inicial. No entanto, à medida que a empresa cresce, insistir em controlar cada detalhe pode se tornar um gargalo. O crescimento sustentável exige descentralização inteligente.

Pesquisas da Columbia Business School indicam que empresas lideradas por fundadores que aprendem a delegar com critérios claros mantêm maior consistência de performance ao longo do tempo. O empresário evolui quando entende que seu papel passa a ser garantir direção, não microgerenciar cada movimento.

Networking como Construção Genuína

Para Felipe, networking verdadeiro é sobre relações com valores alinhados. Foi essa conexão autêntica que o levou ao Clube Black e a parcerias como o Café com ADM. Com uma nova fábrica de R$ 50 milhões no horizonte, a Anjo caminha para se tornar um case de longevidade e crescimento sustentável.

Sucessão é projeto e não improviso

Empresários que constroem negócios duradouros começam a pensar em sucessão antes que o tema se torne urgente. Eles formam lideranças internas, estruturam processos decisórios e criam métricas que independem da sua presença direta. Sucessão bem planejada protege o valor construído.

Estudos da IESE Business School, na Espanha, mostram que empresas familiares e corporativas que trabalham sucessão com antecedência apresentam menor volatilidade em fases de transição. A continuidade deixa de ser risco e passa a ser estratégia.

Investir é ampliar influência com método

Ao se tornar investidor, o empresário precisa mudar a forma de contribuir. Não é mais sobre fazer acontecer no dia a dia, mas sobre estruturar conselhos, estabelecer rituais de governança e apoiar decisões estratégicas. Capital financeiro sem capital intelectual raramente gera impacto duradouro.

Pesquisas da University of Chicago Booth School of Business mostram que empresas com conselhos ativos e estruturados têm maior disciplina na alocação de recursos e menor exposição a decisões impulsivas.

Atuação em conselhos desenvolve pensamento sistêmico

Participar de conselhos amplia o repertório do empresário. Ele passa a observar diferentes modelos de negócio, desafios e estratégias. Esse ambiente favorece pensamento sistêmico e reduz vieses pessoais. Quem enxerga múltiplos contextos decide com mais profundidade.

Estudos da ESADE Business School apontam que líderes que participam de fóruns estratégicos desenvolvem maior capacidade de análise de risco e planejamento de longo prazo.

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Relações genuínas sustentam ciclos longos

A segunda carreira do empresário não se constrói sozinho. Ela depende de relações sólidas com sócios, investidores, executivos e parceiros. Não se trata de networking superficial, mas de confiança construída ao longo do tempo. Credibilidade é ativo acumulativo.

Pesquisas da Yale School of Management indicam que líderes com redes de relacionamento baseadas em confiança apresentam maior capacidade de mobilizar recursos e atravessar crises.

A virada que transforma empresário em arquiteto

A transição de operador para investidor e conselheiro é, antes de tudo, mental. O empresário deixa de ser protagonista exclusivo da execução e passa a ser arquiteto da estrutura que garante continuidade. Crescimento real acontece quando o negócio aprende a prosperar além do fundador.

Essa é a segunda carreira do empresário que pensa grande. Não é sobre sair do jogo, mas sobre jogar em outro nível, com visão ampliada, governança sólida e relações que sustentem o longo prazo.

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