foto de pessoa segurando um leque de notas de dólares americano, o leque cobre quase todo rosto dela menos os olhos, ela olha para a câmera

7 manobras para o varejista converter a crise em lucro neste novo ano

Por

Anthony Dias

8 de jan. de 2026

7 manobras para o varejista converter a crise em lucro neste novo ano

Por

Anthony Dias

8 de jan. de 2026

foto de pessoa segurando um leque de notas de dólares americano, o leque cobre quase todo rosto dela menos os olhos, ela olha para a câmera
foto de pessoa segurando um leque de notas de dólares americano, o leque cobre quase todo rosto dela menos os olhos, ela olha para a câmera

O cenário do varejo para 2026 desafia o empreendedor a ir além da mera sobrevivência. Enquanto o mercado tradicional tende a recuar diante da volatilidade econômica, o gestor estratégico enxerga na crise a chance única de renegociar contratos, atrair talentos disponíveis e ganhar market share de concorrentes estagnados. Transformar a retração em expansão exige frieza e um plano tático agressivo.

1. Aproveite o "mercado de compradores" no imobiliário

Em momentos de crise, a vacância de imóveis comerciais aumenta. Essa é a hora de ouro para a expansão física. A Harvard Business Review publicou estudos históricos demonstrando que empresas que expandem sua pegada física durante recessões conseguem localizações prime por valores até 30% menores.

A dica é renegociar agressivamente seu aluguel atual ou buscar aquele ponto na rua principal que antes era impagável. O poder de barganha mudou de mãos: saiu do proprietário e foi para o inquilino. Use sua liquidez para travar contratos longos com custos fixos baixos, garantindo rentabilidade superior quando o mercado aquecer novamente.

Transformando crises do varejo em novas oportunidades

Crises no varejo, como mudanças de consumo ou pressões econômicas, forçam uma reinvenção criativa. A oportunidade reside em pivotar para novos canais (como o digital omnichannel), repensar o mix de produtos ou intensificar o relacionamento com o cliente. Quem enxerga a crise como um catalisador para inovar em experiência e operação, sai não apenas recuperado, mas mais forte e relevante.

2. Liquide o estoque parado sem piedade

Estoque imóvel é o maior inimigo do caixa em tempos incertos. O conceito de Lean Retail deve ser aplicado com rigor. Não tenha medo de realizar promoções agressivas para transformar mercadoria velha em dinheiro vivo.

O lucro do varejo vem do giro, não da margem de um produto que fica seis meses na prateleira. Dinheiro no caixa permite comprar oportunidades à vista, enquanto estoque parado apenas acumula poeira e custo de oportunidade. Use a liquidez gerada para renovar o mix com produtos de ticket médio mais acessível, típicos de momentos de cautela do consumidor.

3. Aposte no "Efeito Batom" para o mix de produtos

Durante crises, consumidores cortam grandes gastos (como carros e imóveis), mas não cortam pequenas recompensas. Esse fenômeno econômico é conhecido como "Efeito Batom". A dica é ajustar seu mix para oferecer "luxos acessíveis".

Se você tem um restaurante, crie um menu executivo premium; se tem uma loja de roupas, foque em acessórios de qualidade. Ofereça ao cliente a sensação de indulgência por um preço que caiba no bolso. Manter o cliente comprando, mesmo que tickets menores, mantém o hábito de consumo ativo na sua marca.

4. Otimize a equipe com a teoria "Quem, depois O Quê"

Crises no varejo geram demissões em massa nas grandes redes. Isso inunda o mercado com vendedores e gerentes de alta performance que foram desligados por cortes orçamentários, não por incompetência. O autor Jim Collins, em Good to Great, ensina que o primeiro passo para o sucesso é colocar as pessoas certas no ônibus.

Aproveite este início de ano para fazer um upgrade no seu time. Contratar talentos de elite ficou mais barato e fácil. Substitua funcionários medianos por profissionais que trazem carteira de clientes e técnica de vendas apurada, elevando a conversão da sua loja sem aumentar a folha de pagamento.

5. Transforme sua loja em um Hub Logístico (Ship-from-Store)

Se o fluxo na calçada diminuiu, sua loja precisa servir para outra coisa além de vitrine. Integre seu estoque físico aos marketplaces digitais. Pesquisas da Wharton School sobre estratégias omnichannel mostram que utilizar a loja como mini-centro de distribuição reduz o custo de frete e o tempo de entrega.

Implemente o "Compre no site, retire na loja". Isso não apenas economiza logística, mas traz o cliente para dentro do estabelecimento, gerando vendas adicionais por impulso. O estoque da loja deve estar visível para o mundo digital, transformando cada metro quadrado de aluguel em uma base operacional de vendas online.

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6. Padronize para franquear e descentralizar riscos

Se o seu modelo de negócio sobrevive bem à crise, ele é um candidato perfeito para virar franquia. O momento de instabilidade no mercado de trabalho gera muitos novos empreendedores por necessidade (pessoas que saíram de empregos corporativos com indenizações e buscam investir).

A Associação Internacional de Franchising (IFA) destaca que o franchising é uma via de mão dupla para superar crises: você expande a marca com capital de terceiros e o franqueado entra em um negócio testado. Prepare seus manuais operacionais agora. Vender franquias em 2026 é uma forma inteligente de capitalizar a empresa e ganhar capilaridade sem assumir o risco da operação de ponta sozinho.

7. Invista na fidelidade emocional, não apenas em pontos

Programas de fidelidade baseados apenas em descontos são facilmente copiados. Em tempos difíceis, a fidelidade emocional é o que segura o cliente. A consultoria McKinsey & Company aponta que 70% da jornada de decisão de compra é baseada em como o cliente sente que está sendo tratado.

Treine sua equipe para ser consultiva e empática. Em um ano onde todos estão estressados, um sorriso genuíno e um atendimento que resolve o problema valem mais que 10% de desconto. Acolhimento é a nova moeda do varejo. Clientes que se sentem cuidados tornam-se defensores da marca e blindam sua receita contra a guerra de preços predatória da concorrência.

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