
Contratar talentos vai muito além de analisar currículos ou conduzir boas entrevistas. Para Renata Vichi, CEO do Grupo CRM e uma das principais líderes do varejo brasileiro, muitos gestores falham justamente por valorizar mais o discurso do candidato do que seu comportamento.
Não se iluda com discursos
“Você erra na contratação dos seus talentos pelo mesmo motivo: dá mais importância ao que a pessoa fala e não observa como ela se comporta”, afirma.
Postura que faz a diferença
Segundo Renata, um dos primeiros sinais aparece quando o candidato se depara com uma pergunta para a qual não tem resposta. “Tem pessoas que se enrolam, criam cenários e tentam responder o que não sabem. Outras dizem: eu não sei, mas vou estudar e buscar essa resposta. Esse segundo perfil é o que mais me agrada.”
Reação a feedback pode ser uma red flat
Outro ponto decisivo está na forma como o profissional reage a feedbacks negativos. Para ela, a dificuldade em ouvir críticas é um alerta importante. “Quando a pessoa reage tentando se justificar, em vez de ouvir, anotar e aprender, dificilmente vai absorver conhecimento ao longo do tempo.”
Longe dos olhos do líder
Mas o fator mais revelador, segundo Renata, não costuma aparecer em entrevistas formais. “É como a pessoa se comporta quando ninguém está vendo.” Para a executiva, atitudes no dia a dia dizem mais sobre o potencial de crescimento de alguém do que respostas ensaiadas.
Pilares da contratação
Ao resumir sua visão, Renata destaca que esses critérios vão além da técnica. “Os três componentes medem menos a técnica e mais o comportamento. É isso que diferencia quem está disposto a aprender de quem entra achando que já sabe tudo.”



