
Durante décadas, beber foi quase uma obrigação social. Happy hour pedia cerveja, festas vinham acompanhadas de vodka e encontros combinavam com vinho. Mas esse padrão começou a ruir — e de forma acelerada. Em apenas dois anos, a parcela de jovens que deixaram de consumir álcool saltou de 46% para 64%. Mais do que o número, o que chama atenção é o motivo: uma geração inteira passou a questionar a lógica do prazer imediato a qualquer custo.
Medidas alcoólicas perdem popularidade entre jovens
O movimento está longe de ser moralista ou uma tendência passageira. Ele surge como resposta direta a um mundo marcado por ansiedade, burnout, comparação constante e pressão permanente por performance. Como resume Lucas André: “O que estamos vendo não é uma moda, nem um movimento contra o álcool em si. É uma geração que entendeu que o mundo já cobra demais (…) e decidiu não se anestesiar para dar conta disso. Eles estão buscando presença, saúde física, mental e social, e experiências que façam sentido no longo prazo”.
Postura é uma maneira de evitar fugas
Nesse contexto, a mudança não diz respeito apenas ao consumo, mas à consciência. Não é sobre parar de comprar, e sim sobre escolher não fugir — nem de si, nem do corpo, nem da própria experiência de viver.
Empresas já recalculam a rota
O impacto para marcas e negócios é direto. “Para empresas e marcas, o recado é claro: quem continuar vendendo apenas prazer imediato, sem olhar para o impacto depois, corre o risco de ficar para trás”, conclui Lucas.
Baixo consumo de álcool não é modismo
Mais do que um ajuste de portfólio, trata-se de uma revisão de valor. Um mercado que começa a premiar propostas mais conscientes, sustentáveis e alinhadas com o longo prazo — e a penalizar quem insiste em ignorar essa virada cultural.



