

Durante muito tempo, muita gente tratou marca pessoal como algo ligado apenas à exposição nas redes sociais. No episódio 25 do podcast do Empreendedores, com Leandro Vieira, Daniela Viek mostrou que essa leitura ficou pequena demais para o mercado atual. Para ela, personal branding virou uma competência estratégica, com impacto direto sobre empregabilidade, liderança, autoridade e geração de oportunidades.
Reputação passou a ser ativo profissional
Durante a entrevista, Daniela destacou que o mercado mudou silenciosamente nas últimas décadas. Antes, desempenho técnico e currículo eram suficientes para garantir crescimento profissional. Hoje, segundo ela, outros fatores passaram a pesar nas decisões de contratação, promoção e parcerias.
Entre esses fatores estão reputação, clareza de posicionamento e capacidade de influência. Daniela explicou que personal branding não se resume a visibilidade ou autopromoção, mas sim à gestão estratégica da reputação profissional.
Isso significa alinhar identidade, comunicação e entregas para que o valor de um profissional seja percebido com clareza por clientes, líderes ou pelo próprio mercado.
Quando competência não é percebida
Outro ponto abordado na conversa foi a situação de profissionais altamente competentes que acabam ficando fora do radar de oportunidades dentro das organizações.
Segundo Daniela, muitas vezes essas pessoas possuem resultados consistentes, mas não conseguem comunicar de forma clara o valor que entregam. Isso faz com que o mercado ou a própria empresa não reconheça plenamente sua contribuição.
A especialista resumiu esse cenário com uma frase que marcou a entrevista: competência invisível é competência não monetizada. Na prática, isso significa que talento sem posicionamento estratégico tende a perder espaço para profissionais que sabem comunicar melhor sua proposta de valor.
Autenticidade continua sendo central
Ao falar sobre construção de marca pessoal, Daniela também alertou para um risco comum. Muitos profissionais acreditam que trabalhar personal branding significa criar uma persona ou personagem para parecer mais interessante.
Na visão da especialista, essa estratégia costuma gerar o efeito contrário. A construção de marca pessoal precisa estar baseada na autenticidade e na coerência entre discurso e comportamento.
Ela explicou que imagem, postura e comunicação fazem parte do processo, mas devem refletir quem o profissional realmente é. Quando existe desconexão entre imagem e realidade, a confiança tende a se fragilizar.
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O silêncio também comunica
A conversa também trouxe uma reflexão importante sobre posicionamento profissional. Daniela afirmou que todo profissional possui uma marca pessoal, independentemente de trabalhar isso de forma consciente ou não.
Mesmo quem evita exposição ou não se preocupa com o tema acaba construindo uma percepção no mercado. O problema, segundo ela, é que nesse caso a narrativa passa a ser construída por terceiros.
Por isso, a especialista defende que personal branding deve ser encarado como uma competência de carreira. Mais do que visibilidade, trata-se de construir uma presença estratégica capaz de gerar oportunidades e sustentar autoridade ao longo do tempo.
Escute o podcast completo com Daniela Viek também no Spotify:
Personal branding: a competência que virou ativo estratégico, com Daniela Viek | Empreendedores 25


