
Contratar bem é muito mais do que preencher uma vaga. Um processo seletivo eficaz garante produtividade, reduz custos com desligamentos e fortalece a cultura organizacional. Uma contratação certeira exige mais do que avaliar o currículo dos candidatos.
Falta de estrutura prejudica o processo de contratação
Na visão de Jamile Amorim, cofundadora da Capacity Gestão de Pessoas, um dos erros mais comuns é conduzir contratações sem processo estruturado, pressa para preencher a vaga e foco excessivo no currículo, ignorando aspectos comportamentais e culturais. “É preciso avaliar não só a experiência, mas também o que move o candidato, sua aderência à cultura e capacidade de adaptação”, reforça.
A empresa utiliza diagnósticos detalhados, entrevistas por competência e ferramentas comportamentais, mantendo taxas de substituição abaixo de 1% em 2024. Além disso, a Capacity atua como um braço estratégico para empresas com ou sem RH interno, oferecendo consultoria consultiva e personalizada.
Clareza sobre o perfil desejado
Já para Marcos Le Pera, CEO da Le Pera Branding & Digital, o segredo está em definir com clareza o perfil desejado antes de iniciar a busca. Sua experiência de 36 anos no mercado mostra que o processo mudou completamente — hoje é possível selecionar com mais precisão, mas é preciso oferecer pacotes atraentes e manter expectativas realistas sobre o escopo do cargo. “Não adianta buscar um ‘profissional perfeito’. O foco deve estar no que ele realmente vai entregar”, destaca.
Qualidades além do currículo
Aline Rizzo, diretora da Aplíkasi Inteligência em Marketing, observa que o cenário digital e o trabalho remoto ampliaram as possibilidades, mas também exigem novos cuidados. Em equipes distribuídas pelo Brasil e no exterior, ela prioriza alinhamento de valores, autonomia e entrega de resultados, independentemente de horários fixos. “Eu não contrato apenas pelo que a pessoa sabe executar no currículo. O mais importante é o alinhamento de valores, a força de vontade e como ela age no dia a dia. Isso faz mais diferença do que qualquer diploma”, afirma.
O consenso entre os especialistas é claro: recrutar bem exige muito mais do que priorizar o currículo. Com processos bem definidos e um olhar estratégico, é possível encontrar talentos que não apenas ocupem um cargo, mas impulsionem o crescimento da organização.
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